Muitas coisas deixei de fazer na minha vida por conta do medo. Sonhos que adiei, experiências que não provei, planos que interrompi, opinões que não expus, trabalhos que recusei, atividades que bloqueei.
Numa determinada época resolvi viver o medo tantas vezes quantas precisasse para controlá-lo. Dominei síndrome do pânico, contive a timidez, me expus para falar em público, ousei sonhar e realizar os sonhos em pequenos e curtos mas decididos passos.
Sempre vivencio o medo, às vezes com maior intensidade e duração. Frequentemente encaro e supero e ocasionalmente me recolho sem enfrentar.
Algumas pessoas me inibem; quando me sinto à vontade posso ser eu mesma, quando não me sinto à vontade e desconcertada, perco a autoconfiança.
Às vezes o medo me paralisa, outras me impulsiona a ser ousada.
Vania Vicente

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