domingo, 22 de abril de 2012

Sonhador


   José sempre foi um sonhador. Desde menino ele sonhava, Deus fez José para sonhar. E ele aprendeu a sonhar.
   No começo ele apenas contava os sonhos. Até que seus irmãos o venderam motivados pela inveja.
   Na casa de Potifar ele era um realizador dos sonhos dos outros. Cuidava dos bens de seu senhor e Deus fazia a casa prosperar por causa de José. Isso também despertou a maldade da mulher de Potifar.
   Em seguida, na prisão ele aprendeu a interpretar os sonhos. Em tudo isso ele estava praticando e aprendendo o dom de um sonhador.
   Quando Faraó recebeu sonho de Deus e mandou chamar José, ele não apenas soube interpretar os sonhos como também dar conselhos para a realização efetiva de cada sonho.
   Ao reencontrar com sua família, quando José se viu diante do resultado do sonho dado a ele ainda no começo de tudo, ele tomou a decisão de não dar lugar à vaidade, nem a arrogância, mas reconheceu a ação de Deus e Seus planos, revertendo mal em bem para conservação de muitas vidas.
   Nem a velhice e a morte acabaram com os sonhos e a visão do que Deus iria ainda fazer, por isso fez os filhos de Israel jurarem levar seus ossos dali.
  430 anos se passaram. Deus realmente os visitou e os tirou do Egito. Moisés levou seus ossos. Cerca de 3 milhões de pessoas mais um sonhador partindo para a Terra Prometida.
   Mais 40 anos de peregrinação no deserto. Daquela geração quem chegou em Canaã foi Josué, Calebe e os ossos de José. Seus ossos foram enterrados no campo de Siquém, na ocasião da morte de Josué, depois da conquista, concretizando assim a posse.
   Dois mil anos depois, um Homem passa por esse lugar, mostrando a soberania de Deus e o Seu governo sobre todos os sonhos e visões, um Homem que não só acreditava na ação de Deus, como Ele mesmo agiu para que a história acontecesse e a promessas se realizassem. Ele, cansado, faminto e sedento, se senta no poço de Jacó, nessa mesma região onde repousavam os ossos do sonhador, e se revela para a samaritana como o Messias, o Cristo. E seu discurso não é a posse da terra, mas anunciar que Deus é espírito e que Ele procura aqueles que geram seus sonhos espirituais para fazer parte da história, não o que está procurando o local geográfico certo, mas o que entende o sobrenatural e consegue discernir o espiritual. O sonho de José era pequeno diante do que Jesus nos chama a sonhar: seu reino estabelecido, sua manifestação aqui na terra através de nós e, enfim, a cidade celestial.

Vania Vicente

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